Juntas de expansão em tecido realizam a função de compensar desalinhamento, vibrações e principalmente dilatações térmicas de dutos típicos em plantas de diversos segmentos. Juntas de expansão em tecido são utilizadas em todos os lugares que necessitam transportar gases quentes em baixas pressões de trabalho, tais como em fluxo de ar quentes em grandes processos de combustão.

Juntas de expansão em tecido podem absorver maiores movimentos do que as correspondentes juntas de expansão metálicas e com rigidez praticamente nula. Essa variável de projeto é fator limitante em dutos, suportes e equipamentos relacionados devido as tensões induzidas termicamente.


Dentre os segmentos que utilizam este modelo de juntas de expansão, os principais são: cimenteiras, químicas, aquecimento e ventilação, marítimo e offshore, fundições de metais, petroquímicas, controle de poluição e limpeza de gases, geração de potência (cogeração, combustível fóssil, turbina à gás, nuclear), papel e polpa, siderúrgicas e incineração.


Podem ser fabricadas em uma ampla variedade de materiais, incluindo elastômeros sintéticos, tecidos industriais, materiais de isolamento. Os projetos variam desde uma simples camada até complexas construções multicamadas fixadas às estruturas metálicas para operação sob condições de temperatura e corrosão extremas.


Este tipo de junta de expansão oferecem um grande número de vantagens quando da sua utilização, sendo de destaque:


  • Compensam movimentos em diversas direções e planos.

  • Rigidez praticamente nula.

  • Requerem pequeno espaço para instalação.

  • Fácil adaptação às condições físicas existentes.

  • Alta razão capacidade de movimento-comprimento de instalação.

  • Excelente resistência à corrosão e química.

  • Faixa de temperatura de trabalho de -80 °C a 1.100 °C.

  • Menores custos de transporte e instalação.

  • Grande variedade de materiais.



Barra de aperto: Barras de metal com fixadores utilizados para montar o fole compensador na estrutura metálica.


Estrutura metálica: São necessárias para fixação do fole compensador aos dutos. Adequadamente projetadas, estas estruturas podem ser fixadas diretamente aos dutos, por conexões soldadas, dispensando o uso de flanges adicionais e possibilitando desta forma uma grande economia.


Fole compensador: Tem a finalidade de suportar a temperatura e pressão de operação, bem como as condições químicas. Tecidos modernos realizam isso com uma barreira químicas inerte fixada a um substrato altamente resistente. Para aplicações em altas temperaturas, uma camada de isolante é incorporada ao fole.


Guias internas: Chapas de metal que são projetadas para proteger o fole compensador do fluxo de gás enquanto ao mesmo tempo permite os movimentos da junta de expansão. Uma guia interna simples é conectada à montante da junta de expansão. Em alguns casos, uma segunda guia interna (telescópio) é utilizada a jusante.


Selo anti-pó: Em aplicações onde há partículas sólidas presentes no gás, uma barreira é instalada na cavidade da junta de expansão. A barreira é construída de material de baixa densidade envolvida por um tecido de fibra de vidro. O selo anti-pó auxilia a prevenir partículas de se acumularem na cavidade ao longo da parte inferior em juntas instaladas horizontalmente.


Vedação adicional: Um material não poroso deformável que é instalado entre o fole compensador e a estrutura metálica. Esta vedação permite maior estanqueidade quando da utilização das barras de aperto.


 



Guia de fluxo de dupla ação:

Esta forma permite o uso de vedações de poeira secundária quando requerida.




Flanges simples com guia fluxo simples:

Cuidado é necessário com este modelo para assegurar que não há interferência mecânica com os materiais vedantes. É utilizado apenas quando os movimentos são limitados.




Guia interna para montagens fabricadas:

O projeto da estrutura e os movimentos requeridos governam esta forma de guia interna. A conicidade é normalmente limitada ao movimento lateral requerido, para assegurar que qualquer selo anti-pó fique totalmente retido.



 

Guia interna flutuante:

Este pode ser utilizado quando há a necessidade de manter um “gap” mínimo entre as guias internas.